segunda-feira, 19 de julho de 2010

D. Lily Marinho, as FARCs e o PT

Curioso esta nova leva de "denúncias", pra lá de requentadas, contra o PT. Trata-se da velha "acusação" que sempre aparece às vésperas de uma eleição : a de que o Partido dos Trabalhadores teria ligações com as FARCs da Colombia e, consequentemente, com o narcotráfico. De tão mal contadas, fica difícil acreditar que os marqueteiros de plantão acreditem que esta estratégia possa ter os efeitos desejados junto aos eleitores. Entretanto, analisando os fatos políticos das últimas semanas, podemos avançar algumas hipóteses para o RE-surgimento deste tema. Recentemente a candidata Dilma Roussef foi recebida pela matriarca do clâ dos Marinhos, a D. Lily, que a recebeu em sua casa, juntamente com várias convidadas da elite carioca e brasileira. E, a julgar pelas notícias, a reunião foi muito positiva, ajudando a desmistificar alguns PRE-conceitos. Dá para imaginar o desespero que se abateu sobre as hordas da direita brasileira : com apenas cerca de 5% da população brasileira avaliando negativamente o governo do Presidente Lula, a direita já perdeu a batalha pelos votos das classes B, C, D, E etc... Mas perder o voto da classe A... da elite brasileira... aí já é demais... Então, voltam as capas e manchetes mostrando o radicalismo do Pt e Cia. A Veja deu o ponta-pé, com uma reprise temática de uma capa de 2006. Para quê? Para afugentar qualquer possibilidade de flerte da elite brasileira com esta nova realidade do país que, apesar dos problemas comuns em toda gestão, vem avançando de forma inequívoca em vários setores econômicos, sociais, ambientais, esportivos e culturais. As classes com menor poder aquisitivo passaram a ter acesso a bens de consumo como "nunca antes na história deste país". Empresários de diversos setores estão expandindo seus negócios e vendendo "como nunca antes...". Então o que está errado? O fato é que a direita mais raivosa está sentindo o golpe e a ameaça, concreta, de desaparecer no cenário político e perder os seus até então fiéis seguidores. É como se quizessem dizer : até tu Brutus?!

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